RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS PARA SOLICITAÇÃO DE EXAMES ENMG E PE SOMATOSSENTIVOS (PESS)
NOTA TÉCNICA SOBRE A REALIZAÇÃO DE ELETRONEUROMIOGRAFIA (ENMG)
NOTA TÉCNICA SOBRE A REALIZAÇÃO DE ELETRONEUROMIOGRAFIA (ENMG)
DIRETRIZES DA SBNC PARA FORMAÇÃO EM TÉCNICO EM EEG
RECOMENDAÇÕES PARA REALIZAÇÃO DO EEG DE ROTINA
RECOMENDAÇÃO DA SBNC PARA LOCALIZAÇÃO DEELETRODOS E MONTAGENS DE EEG
Recomendações Técnicas da SBNC para Registro do EEG na Suspeita de Morte Encefálica
Francisco José C. Luccas, Nadia I. O. Braga, Carlos Eduardo Soares Silvado. Comissã o nomeada em 1998 pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC) para elaboraçã o das recomendações referentes ao registro do EEG na suspeita de morte encefálica. Luís Otávio Sales Ferreira Caboclo, Taíssa Ferrari Marinho, Ana Lucila Moreira e Charles Augusto Nascimento. Comissão da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC) nomeada em 2018 para revisão das recomendações referentes ao registro do EEG na suspeita de morte encefálica. Publicado em Arq Neuropsiquiatr 1998; 56(3-B): 697-702. Atualizado em outubro de 2006. Segunda atualização em Outubro de 2018. Resumo Neste trabalho, desenvolvido por uma comissão nomeada pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica, são apresentadas as recomendações referentes ao registro do eletrencefalograma (EEG) nos casos de suspeita de morte encefálica, enfatizando que o método nãovisa substituir o exame neuroló gico, mas complementá-lo. Summary Brazilian Clinical Neurophysiology Society guidelines and pertaining comments concerning electroencephalogram (EEG) recording in suspected brain death are presented. EEG is not intended as a substitute, rather as a complement to neurologic evaluation. Palavras-chave: EEG – morte encefálica – recomendaçoões. Key words: EEG – brain death – guidelines Introdução: Os requisitos mínimos para o registro do EEG na suspeita da morte encefálica foram inicialmente estabelecidos por um comitê “ad hoc” da “American EEG Society”, refletindo o estágio do desenvolvimento no final dos anos 60. Nessa ocasião, estudos feitos revelaram que, de 2.650 casos de coma profundo com EEG presumivelmente “isoelétrico”, apenas três mostraram recuperação da função encefálica e todos estes três pacientes haviam recebido doses muito elevadas de medicação depressora do SNC. (1,2,3) Muitos dos registros inicialmente citados como isoelétricos foram, apó s revisão cuidadosa, considerados apenas como registros de baixa voltagem ou obtidos através de parâmetros técnicos inadequados. (4,5,6) O EEG tem particular importância para avaliar adequadamente pacientes com lesões extensas de tronco cerebral, pois mostra atividade cerebral apesar do exame clínico evidenciar a ausência de reflexos de tronco cerebral. Além disso, pacientes pediátricos podem ter atividade cerebral presente no EEG mesmo com exame clínico consistente com ausência de reflexos de tronco cerebral e também com cintilografia mostrando ausência de fluxo intracraniano. O comitê propô s a eliminação de termos não fisioló gicos como “isoelétrico” ou “linear” e, da mesma forma, recomendou que palavras como “plano” ou “chato” não fossem usadas. Foi sugerido o nome (SEC).silêncio elétrico cerebral (1,2,3) Subsequentemente, inatividade elétrica cerebral (IEC) foi o termo recomendado no glossário da Federação Internacional das Sociedades de EEG e Neurofisiologia Clínica.(7) Atualmente, o registro do EEG para auxiliar na determinação da morte encefálica não está mais limitado aos grandes laborató rios. Muitos hospitais possuem unidades de tratamento intensivo e equipamentos de EEG, e os Serviços de Procura de Órgãos e Tecidos (SPOTs) contam com serviços de EEG terceirizados, que se deslocam até os hospitais onde as notificações são iniciadas. Alé m disso, a instrumentação do EEG está substancialmente melhorada e muitos serviços possuem vários anos de experiência nessa área. Dessa forma, impõe-se a necessidadede divulgar as normas básicas para este procedimento, visando inclusive uniformizar critérios. É importante considerar que o registro do EEG para o diagnó stico de morte encefálica deve ser cercado de grandes cuidados, porque sempre é mais difícil afirmar uma ausência do que uma presença. Para se afirmar a presença da atividade elétrica é suficiente encontrá-la. Entretanto, se não for encontrada a atividade elétrica, deve-se ter maiores cuidados para garantir a sua ausência; um falso resultado de ausência poderia, por exemplo, decorrer de procura: em local errado, de modo errado ou por um tempo inadequado. (8) Finalmente, deve-se ressaltar que o Técnico de EEG deve ser treinado para realização do exame em ambientes como a Unidade de Terapia Intensiva (o que impõe dificuldades adicionais ao procedimento), cumprindo todos os critérios e etapas do exame conforme treinamento ministrado por Neurofisiologista Clínico, e que idealmente deve também possuir certificação na área técnica (concurso anual realizado pela Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica (SBNC). (15) Definição de Inatividade Elétrica Cerebral (IEC) A inatividade elétrica cerebral (IEC) pode ser definido como a ausência de atividade elétrica no EEG acima de 2 μV (microvolts), pico a pico, quando registrada por pares de eletrodos colocados no couro cabeludo a distâncias de 10 ou mais centímetros e com impedâncias intereletrodos abaixo de 5.000 a 10.000 ohms e acima de 100 ohms. Nessa definição enfatiza-se a voltagem mínima (notar que ela é dependente do equipamento usado), o uso de maiores distâncias entre os eletrodos e se reafirma a importância de colocar os eletrodos com impedâncias adequadas. (9,10) Recomendações para o registro do EEG na suspeita de morte encefálica São apresentadas 11 recomendações para o registro de EEG em casos de suspeita de morte encefálica, com as respectivas justificativas e comentários pertinentes. (8-11) 1. Colocar sobre o couro cabeludo todos os eletrodos (21 eletrodos), de acordo com o sistema internacional 10-20 de colocação de eletrodos em eletrencefalografia. Todas as áreas cerebrais devem ser cobertas, para que se tenha certeza de que a ausência de atividade não representa apenas um fenô meno focal. O uso de instrumentos com apenas um ou dois canais, como aqueles utilizados na monitoração pelo EEG dos níveis de anestesia, é inaceitável para se determinar a IEC. É recomendável usar o conjunto completo de eletrodos no couro cabeludo conforme o Sistema Internacional 10-20, do mesmo modo que no exame de rotina; esse conjunto completo de eletrodos deve ser documentado no exame, e deve incluir as posições de linha média (Fz, Cz e Pz), alé m dos fronto-polares, frontais, centrais, parietais, occipitais e temporais. Um eletrodo de referência deve ser usado, colocado no corpo do paciente; nota: nunca confundi-lo com o fio terra das instalações elétricas. (9,10). Nos casos em que a montagem completa não for possível em função de trauma craniano ou cirurgia recente, os eletrodos podem ser movidos conforme a necessidade desde que haja documentação das alterações realizadas e que as distâncias intereletrodos sejam preservadas. Nestes casos, os eletrodos contralaterais podem também ser movidos da mesma forma, para possibilitar a comparação entre o registro dos dois hemisférios.
REALIZAÇÃO DE AVALIAÇÃO COM EEG PROLONGADO EM REGIME AMBULATÓRIAL
CURSOS, ESTÁGIO/FELLOW EM NEUROFISIOLOGIA CLÍNICA
CRITÉRIOS PARA CADASTRAMENTO DE FELLOWS/ESTÁGIO O cadastramento de Fellows/Estágios em neurofisiologia clínica é realizado pela SBNC conforme os seguintes critérios: https://drive.google.com/file/d/1OUF47KEpOqiN8opf2kVeqKmgMxKxVZEY/view?usp=sharing Os interessados em cadastrar fellows/estágios devem fazê-lo através do formulário: https://drive.google.com/file/d/1CN-vmJ81GGEbuqkk5h0jtApSODSXgM23/view?usp=sharing O formulário deve ser enviado ao email: sbnc@sbnc.org.br para trâmites de apreciação do programa pela SBNC. FELLOWS/ESTÁGIOS RECONHECIDOS PELA SBNC – 2025 Em breve EDITAIS DE FELLOWS/ESTÁGIOS EM NEUROFISIOLOGIA CLÍNICA EM ABERTO Em breve
Programas de Residência Médica em Neurofisiologia Clínica no Brasil
UF MUNICIPIO NOME DA INSTITUIÇÃO NR VAGAS SP Botucatu UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU SP 2 DF Brasília HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL 4 DF Brasília HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA HUB \ UNB 2 SP Campinas FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA UNICAMP 5 PR Curitiba HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFPR 4 CE Fortaleza HOSPITAL GERAL DE FORTALEZA CE 2 CE Fortaleza HOSPITAL UNIVERSITÁRIO WALTER CANTIDIO UFC 2 GO Goiânia HOSPITAL ESTADUAL GERAL DE GOIÂNIA DR. ALBERTO RASSI 1 RJ Niterói HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE RJ 2 RS Porto Alegre FUNDAÇÃO FACULDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE PORTO ALEGRE 1 RS Porto Alegre HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE 1 SP Ribeirão Preto HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA FACULDADE DE MEDICINA DE RIBEIRÃO PRETO USP 7 RJ Rio de Janeiro HOSPITAL FEDERAL DOS SERVIDORES DO ESTADO DO RJ 1 RJ Rio de Janeiro HOSPITAL UNIVERSITÁRIO GAFFRÉE GUINLE UNIRIO 3 RJ Rio de Janeiro HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO UERJ 2 SC Santa Catarina HOSPITAL UNIVERSITÁRIO da Universidade Federal de Santa Catarina 1 SP São J. do Rio Preto FACULDADE DE MEDICINA DE SAO JOSE DO RIO PRETO 3 SP São Paulo FACULDADE DE MEDICINA DA USP 8 SP São Paulo HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL FRANCISCO MORATO OLIVEIRA SP 1 SP São Paulo UNIVERSIDADE FEDERAL DE SAO PAULO – UNIFESP 8